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o meu blog 2004

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Sobre a pílula do dia seguinte

No meu caso, fiquei a conhecer a pílula do dia seguinte por ler livros tais como "Um adolescente com a mania da saúde". Tenho a certeza que devem ter havido diversas outras fontes de informação, mas no meu caso este livro foi efetivamente a primeira. Aprendi tudo a ler um livro, e não na escola. Também não foi através dos meus pais, foi mesmo a ler um livro que por sorte, uma amiga me emprestou quando deveria ter por volta de 13 anos (vários anos mais tarde decidi comprar cópias, porque achei que os meus filhos também os deviam ler).

 

 

A verdade é que acaba sempre por ser através ou entre amigas, que se vai percebendo e conhecendo o nosso corpo e o sexo. Recordo-me de uma amiga mais novinha, em determinada altura comentar comigo que uma amiga da nossa escola tinha engravidado simplesmente porque pensava que da primeira vez que se tinha relações, não se engravidava!

 

Os exemplos são vários. Bom, mas mesmo partindo do princípio que somos mulherzinhas conscientes, mesmo assim os acidentes acontecem, um lapso na toma da pílula, um preservativo que rompe ou que está mal colocado. É para essas situações que existe a pílula do dia seguinte. A mim também já sucedeu um desses descuidos, mas graças ao tal livro que li quando tinha 13 anos, eu soube como agir! Dirigi-me à farmácia e comprei a pílula do dia seguinte. A pílula do dia seguinte é na verdade uma caixa com dois comprimidos que se tomam na janela de 24 horas e que deverão ser tomados no prazo máximo de até 72 horas depois da relação sexual. E quanto mais tarde se tomar, menos probabilidades terá de funcionar. Uns tempos mais tarde, numa consulta no ginecologista, o doutor ficou muito surpreendido quando lhe falei no tema e lhe disse que tinha decidido tomar a pílula... Na altura em que tudo aconteceu, só era possível comprar com receita médica.

 

Felizmente, hoje em dia já existem pílulas do dia seguinte que não requerem receita médica. Este episódio, o qual comentei com outras amigas ficou de tal forma enraizado, que passados alguns anos recebi uma chamada de uma delas, a querer saber qual era a tal pilula que eu tinha tomado da dessa vez. Fala-se muito dos riscos e dos efeitos secundários deste medicamento. Na verdade, são essencialmente os mesmos das “outras” pilulas anticoncecionais. Até porque na verdade, a pílula do dia seguinte corresponde a 3 vezes a dose de uma pílula "normal". Mas com certeza que esses efeitos não se equiparam a fazer um aborto na dona Antoninha... Por isso, deixo aqui a sugestão: em vez de informarem as pessoas sobre coisas que não trazem nenhum valor acrescentado, porque não fazer antes uma campanha de divulgação sobre os prós e contras da pílula do dia seguinte?

 

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